Depois de fiasco eleitoral, governo de São Paulo estuda cotas raciais

Não deve restar dúvidas: PSDB e DEM são os partidos que mais tem lutado contra a adoção das cotas raciais

Durante reuniões com representantes do movimento negro, os Geraldo Alckmin (SP) e Sérgio Cabral (RJ) planejam lançar um programa de cotas “sócio-raciais” no início de 2013.

De acordo com informações da Educaro, Em São Paulo, o foco será a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Segundo frei David, da Educafro, “o governador intimou os reitores a discutir o assunto entre eles e a tomar decisões. O projeto de cotas raciais e sociais já está formatado e será submetido aos conselhos universitários para ter legitimidade. O governador criará um instrumento jurídico lançando isso nos próximos dias com respaldo das universidades”, disse.

As três universidades citadas pelo governador de São Paulo não possuem cotas por um motivo muito claro: o próprio governo se colocou contra as cotas, tendo os seus respectivos reitores acatado a decisão. O caso mais claro é de João Grandino Rodas, o reitor da USP, que já se posicionou contra as cotas raciais inúmeras vezes.

O fiasco eleitoral forçou o governo de São Paulo

Está claro que a tragédia eleitoral de José Serra (PSDB) forçou o governo de Geraldo Alckmin a debater a questão das cotas raciais.

José Serra foi amplamente rejeitado em disputa pela prefeitura de São Paulo neste ano. A rejeição ao candidato é mais forte à política da legenda do mesmo, o PSDB, que nos últimos anos tem promovido um regime de terror contra a população trabalhadora, pobre e negra.

O PSDB/DEM são os árduos defensores do fim das cotas raciais. Foram estes partidos que apresentaram uma ação no Supremo Tribunal Federal para caçar o direito das cotas raciais onde elas já existem, no caso da UnB.

O que está por trás dessa “bondade” de Geraldo Alckmin são justamente os ganhos eleitorais para as eleições de 2014. Da mesma forma, se bem entendido o recado, o “debate” sobre a questão deve se arrastar por muito tempo ainda, e atravessar os mais diversos entraves burocráticos.

A notícia surge, também, em meio a maior onda de repressão e violência contra o povo negro que São Paulo já viu.

Dessa maneira, ainda está colocada para o movimento negro e para os estudantes em geral a defesa das cotas raciais na USP, bem como sua ampliação em outras universidades, até porque esta plataforma é que demonstra categoricamente o posicionamento racista de PSDB/DEM e das chapas de direita em concorrência ao DCE das universidades.

Não obstante, o direito das cotas deve ser ponto de uma plataforma maior, qual seja, o livre ingresso nas universidades e o fim do vestibular, para que os filhos da classe trabalhadora possam ingressar no ensino superior de maneira desimpedida.

Fonte: Jornal da Causa Operária

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