Com histórico voltado para questões raciais, primeira reitora negra federal assume a Universidade Afro-Brasileira

posse_nilma_02Redação Correio Nagô* – A primeira mulher negra a ser empossada no cargo de reitora de uma universidade federal brasileira foi a pedagoga Nilma Lino Gomes. A posse como reitora pro tempore da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) ocorreu na tarde da última segunda-feira, 1º de abril. Nilma assumiu o cargo deixado pelo novo secretário da educação superior do Ministério da Educação (MEC), Paulo Speller.

Ao lado do ministro Aloizio Mercadante, Nilma Lino Gomes assina o termo de posse (Foto: Letícia Verdi/MEC)

Graduada em Pedagogia, Nilma Lino Gomes é mestre em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), fez doutorado em ciências sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado em sociologia pela Universidade de Coimbra, em Portugal.

A reitora atuou como professora do Departamento de Administração Escolar da Faculdade de Educação da UFMG e coordenadora-geral do Programa Ações Afirmativas na UFMG e do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Ações Afirmativas (NERA).

Entre 2004 e 2006, presidiu a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN) e desde 2010 integra a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, onde participa da comissão técnica nacional de diversidade para assuntos relacionados à educação dos afro-brasileiros.

Universidade – Com cinco cursos e 1010 vagas, a Unilab iniciou as atividades acadêmicas em 2011 e tem sede em Redenção, no Ceará. “A universidade tem como objetivo, além do ensino superior, pesquisa e extensão, formar recursos humanos para contribuir com a integração entre o Brasil e os demais países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), especialmente os países africanos, e promover o desenvolvimento regional e o intercâmbio cultural, científico e educacional”, divulgou o MEC.

De acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a Unilab atua como porta da África no Brasil, um espaço de promoção das relações entre brasileiros e africanos. “A universidade vai trazer a cultura, a história da África, a música, a arte a ciência”, disse Mercadante.

*Com informações do MEC

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